Aviso importante:

A visualização deste blog fica melhor em computador. Todos os textos (e esboços) postados neste blog são de autoria de Solange Perpin
(Solange Pereira Pinto). Portanto, ao utilizar algum deles cite a fonte. Obrigada!

terça-feira, 30 de março de 2010

Por que ver BBB?

Hoje tem paredão!

Quem ganha?

a) O Cadu, homem sensível que interagiu bem com todos da casa e nunca foi votado pelos brothers, o que não deixa de ser um reconhecimento pela capacidade que ele tem de conviver pacificamente em grupos, o que eu gostaria de ver clonado e triplicado na sociedade;

b) a Fernanda, que poderia levar o segundo lugar, por representar a grande parte morna do país, uma pessoa que faz esforço para sempre se controlar mas de vez em quando mostra o que realmente é;

c) ou Dourado, favorito tosco, que representa a projeção e o desejo da passiva população brasileira de ser mais ativa, irada, destemida e tosca com atitude corajosas?


A ilustração abaixo veio do blog Chiqsland



Façam suas apostas!

quinta-feira, 4 de março de 2010

(À)VIDA EM A4 (porque a vida é recorte)


Ausências, amnésias, autismo e abacaxis: a vida em sociedade no século XXI


Por Solange Pereira Pinto
sollpp@gmail.com
Bsb, 4 de março de 2010.


Oficialmente, de onde narro, são oito da noite. Quinta-feira, quatro. O ano é 2010. Recém chegado, porém velho. Tudo quase igual se não fossem os dias a mais na conta de quem faz conta. Os rituais e as datas comemorativas se transformam ao ritmo – da mesma sensação que temos – de a Terra girar em torno do Sol; praticamente imperceptível, mas em diário movimento orbital.

Passaram as festas do fim do ano, passaram as férias para quem as teve em janeiro, passou o carnaval e o Dia Internacional da Mulher ainda não passou, pelo menos por aqui.

No planalto central, as chuvas de março já não caem tanto, como antes, para finalizar o verão. O trânsito volta ao que chamam, equivocadamente, de normalidade, uma vez que ruas livres se tornam cada vez mais a exceção. O padrão é engarrafar; estressar-se na tentativa do ir e vir urbano.

As tendências apontadas pela medicina sugerem aumento exponencial de doenças tais como: diabetes, hipertensão, anorexia, derrame, alcoolismo, infarto, bulimia, depressão, fobia, ansiedade entre outros transtornos e enfermidades originados pelo estilo de vida farto (ou inversamente carente) em gorduras, açucares, sal, imagens e tensões que perturbam a homeostase humana.

Do lado ocidental do mundo, abaixo do hemisfério, percebe-se pela televisão – com programação 24 horas – que há distintas tribos espalhadas pelo planeta, diversas raças, variadas crenças, muitas teorias, infinitas controvérsias, muitos paradoxos, e, inúmeros conflitos e dúvidas.

Aliás, as certezas possíveis que podemos depreender desse cenário, mais que moderno, no qual estamos inseridos neste início de terceiro milênio, é que todos os seres vivos morrerão algum dia e grande parte dos seres humanos insiste em viver ainda que o panorama não seja tão animador.

Passado o aquecimento (não aquele temido propagandeado global, mas interno e intelectual) das ideias, passo ao morfológico: Ela fala que estou por fora. Ele diz que sou teimosa. Elas reclamam que não apareço. Eles me chamam de ranzinza. Ela acusa minha conduta. Ele questiona o cozido. Elas comparam as bijuterias. Eles admiram os comprimentos das saias. Ela... ele... Elas... eles...

Entretanto, dizem que estamos em tempos de nós (das conjugações plurais ou das cordas atadas?). Nós podemos. Nós queremos. Nós somos. Nós temos. Nós devemos. Nós estamos. Anunciam que é a época da coletividade, das parcerias, das políticas públicas, da solidariedade, do senso de comunidade.

Por outro lado, acima, defendem-se os direitos individuais. E, assim, o sujeito EU rouba os verbos para si e passa a pronome da vez. Um “Eu” se sente sozinho. Outro “Eu” ignora “Ele”. Algum “Eu”, por ai, se torna antissocial, casmurro, misantropo, sorumbático. E tem “Eu” que se esquece de si para cuidar de outro “Eu” que só olha para si.

Interessante notar que surge, também, um “autismo social voluntário” que privilegia, em seus pensamentos e sentimentos, a perda da relação (obrigatória ou preestabelecida) com o (as exigências do) mundo circundante.

Observo que existem mais tipos de isolamento consentidos (ou tidos como “normais” tanto quanto o são os engarrafamentos que cobrem o asfalto às 18 horas nas metrópoles), desde aqueles seres mais egoístas que apenas se vêem no espelho (valorizando a própria imagem e interesses) e continuam suas vidas sociamente (formando o desejo da maioria) até quem se isole numa montanha, mosteiro, caverna e são tidos como monges, sábios ou eremitas.

Há, ainda, quem se tranque em um apartamento ou cobertura no centro da cidade, expondo-se minimamente ao convívio em sociedade, por sua vez chamado pela massa de louco, excêntrico, bizarro, esdrúxulo, esquisito, estapafúrdio, estrambótico, estranho.

Em meio a esses isolamentos e ausências, há quem prefira a amnésia daquilo que ouve e vê nas festinhas e nos amigos ocultos do escritório, nos casamentos e velórios familiares, nos aniversários comemorados nos botecos, nos chás de fralda, panela, bar ou das cinco com a terceira idade.

Nessas ocasiões, para não descumprir a etiqueta social, tem indivíduo que, (quase) a contragosto, usar o kit social composto por sorriso amarelo e olhar fixo num ponto de fuga. Aquela pessoa que sempre balança a cabeça afirmativamente e depois de meia ou uma hora de vida social corre para casa e se afunda em 48 DVDs alugados ou nos 358 relatórios que levou para “finalizar” no fim de semana.

Cada qual se alheando como bem queira. Uns fingem enquanto outros fofocam que mal educado mesmo é quem não vai aos eventos recheados de expectativas performáticas, poupando todos da sua presença constrangedora (ou irônica?) e diz a (temida) verdade de não ter ido por que simplesmente não desejava ou não lhe interessava.

Porém, abacaxi mesmo, não o verdadeiro – o fruto (abacaxi-branco, aberas, ananá, ananás, ananaseiro, nanaseiro, naná, nanás, pita), é ter que conviver com gente maçante, desagradável e que se acha detentor da coroa real, nesse caso a espinhosa “sabedoria” das relações sociais.

Manja aquele pessoal padrão classe média que se levanta e rotineiramente bate a continência dos três artificiais beijinhos no rosto, do abraço que não abraça, do aperto de mão frouxo, dos talheres paralelos ao final das refeições e do guardanapo dobrado sobre as pernas? Uma gente bege. Politicamente (aparentemente) correta. Sem sentimentos ou pensamentos contrariantes, conflitantes.

Assim, entre ausências, amnésias, “autismos” e abacaxis vem se conformando a vida em sociedade no século XXI. E, eu estou perdendo o bonde das ditas “boas relações” que tão mal têm me feito.

Venho me descobrindo muito bem comigo mesma (obrigada!) sem a proximidade (perversa) com “gentes” que são máquinas registradoras. Estou muito bem sem relações forjadas ou obrigatórias, sem a rotina permeada pelas velhas etiquetas reformatórias de se fazer assim ou assado por que alguém está vendo. Mas ainda tenho que me fazer entender (muitas vezes estabanada) para ter paz, pois há menos respeito às diferenças do que cobrança e imposição.

Sei que...

Estou preferindo cada vez mais meus papéis coloridos, furadores com várias facas e carimbos de estrelinhas.
Estou preferindo cada vez mais meu teclado, monitor e impressora para ouvirem minhas impressões do mundo.

Estou preferindo cada vez mais meu ventilador, minha cadeira vermelha e minhas estantes de livros reveladores, instigantes, curiosos.

Estou preferindo cada vez mais ficar acompanhada de Big Brother Brasil, da novela Viver a Vida e do Fantástico nos domingos chuvosos.

Estou preferindo cada vez mais o sexo casual, com um, com dois, com três prazeres consensuais.

Estou preferindo cada vez mais chocolate quente, vinho tinto e pizza de aspargos e shitake acompanhada de um bom papo presencial ou virtual, mas tendo a afinidade como requisito obrigatório.

Estou preferindo cada vez mais salas de aula semanalmente e as pessoas (escolhidas) que tiram o melhor de mim (ainda que sejam poucas).

Estou preferindo cada vez mais as exposições de artes, as palestras com escritores e os programas fora do circuito comercial.

Estou preferindo cada vez mais dialogar sobre aborto, eutanásia, ateísmo, homossexualidade, ética, suicídio, moralidade, jogos de azar, drogas, inferno, censura, pobreza e outros temas que sucumbem diariamente ao preconceito e à superficialidade da ignorância, que reina mais ácida do que passiva, a comentar sobre vestidos e carros, quilos e plásticas, carnês e eletrodomésticos.

Por fim, recolho-me ao meu autismo socialmente voluntário até que algo interessante, para ambos, surja por aqui ou aí. Por enquanto, estou escolhendo (relacionando-me com muitos) à vida em A4 e já ciente do seu comentário.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O caso Tessália

Miopia semiótica

por @solangewww



Não fico surpresa.

A Tessália do BBB 10 é a mesma do Twitter.

Mas de musa à bruxa, o que mudou?

Nada, ou quase nada.

Quem de fato se transformou foi o leitor, que agora é um "olhador", ou melhor dizendo na linguagem televisiva: um expectador - que realmente cria expectativas.

Em uma tela, que se relaciona conosco privadamente, a dois (o monitor e o usuário), ao lermos as palavras estáticas (twittadas em 140 caracteres), que foram - antes - racionalmente escolhidas e escritas por seu autor (no caso a @Twittess), damos a elas os contornos pertencentes a nós mesmos.

Durante a interpretação da palavra impressa, preenchemos também as entrelinhas com a nossa imaginação, ilusão, desejos, leitura de mundo, repertório, cultura, preconceitos etc.

As palavras crescem! Se estamos tristes, lemos com um tom. Se estamos com raiva, lemos o mesmo com outro tom, e por ai vai.

Porém, a vida editada, em imagens e vídeos, da Tessália no BBB, da Rede Globo, é apenas um tanto mais pobre que a nossa imaginação (sem limites que se transfere livre para os textos escritos) e, por outro lado, assistimos à seleção feita por outra pessoa que também faz suas escolhas e leituras.

Quem já leu um livro e, depois, viu um filme baseado no texto, sabe bem o quanto o livro é melhor (pelo menos eu acho).

No caso da Tessália, as "críticas" (algumas bem ridículas e preconceituosas) divulgadas sobre ela ser calculista, jogadora, pensar em si mesma, "falar mal" ou implicar com outras mulheres ou ser dissimulada não são nada distantes das características da Twittess, que usou de marketing, estratégia, jogo, ego e, principalmente, inteligência para se estabelecer (vender?) na internet e, óbvio, por pensar em si mesma. Ou o mundo virtual (e real) está lotado de altruístas?

Tessália é jovem, interação e dinheiro, e fama, é claro. Como poderia dizer o twitteiro @hugogloss ela é a cara da juventude do século XXI. Além disso, ela é publicitária e internauta. Ela é da Geração Y e da "web 2.1", como se ela mesma define.

Ela sabe onde está.

Eu, particularmente, não vejo nada de diferente ou incoerente nas duas versões Tessália: a virtual e a televisiva.

Talvez a Tessália filha, amiga, mãe seja outra. Ou não. Talvez nem ela tenha a consciência exata do seu potencial de construir imagens. Amada no twitter, odiada no BBB. Isso é talento.

Enfim, a garota mais amada do twitter antes do BBB 10 e quase a mais odiada nele mesmo depois da TV, cresceu em expectativas. Esperavam uma Twittess e encontraram outra.

Pura miopia semiótica. Há várias Twittess e várias Tessálias e cada um carrega em si aquela (s) em que mais deseja acreditar.

Afinal, enxergamos as imagens que outros compuseram ou aquelas que neles projetamos?

por Solange Pereira Pinto 


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NOTÍCIAS (acima comentadas)
Movimento contra Tessália cresce na web

28/1/2010 - 16h54


Ela foi pivô de uma traição em rede nacional ao ficar com Michel, que tinha namorada. Passa o dia praticamente isolada, e não participa das brincadeiras dos brothers. Fala o tempo todo sobre jogo. Ofereceu-se como parceira de Dourado caso ele quisesse combinar votos. Gastou suas estalecas em um jantar japonês, enquanto os outros brothers usaram o dinheiro para compras de primeira necessidade. Critica as mulheres da casa, principalmente seu alvo preferido, Fernanda. Será que o comportamento de Tessália a está transformando na vilã do BBB10?

Se depender da internet, o título é dela e ninguém tasca. A curitibana tem sido citada com adjetivos nada amigáveis em fóruns virtuais sobre o reality show. Fria, calculista e dissimulada são alguns deles. Mas o grande movimento tem ocorrido no Twitter, onde o perfil “Fora Tessália” foi criado.

Os internautas também estão disseminando uma espécie de “Tessália facts” com frases negativas sobre a publicitária: é o chamado “Tessália serve para tudo”, onde se acrescenta o nome da sister em ditados populares. Como por exemplo: “A Tessália é um prato que se come frio”, “Quem não tem cão caça com Tessália”, ''Amigos, amigos, Tessálias à parte'' e “A Tessália é inimiga da perfeição”.

Músicas também estão sendo citadas: “Tessália veneno, o mundo é pequeno demais pra nós dois” ou “E vai descendo na boquinha da Tessália... é na boca da Tessália!!!”. Nem versos da literatura brasileira ficaram de fora: ''Minha terra tem Tessália, onde canta o saBial'' (sobrou até para Pedro Bial!).

Os bordões de Dona Florinda e Kiko, personagens do programa infantil mexicano ''Chaves'', também entraram na brincadeira: ''Vamos, tesouro. Não se misture com essa Tessália''. ''Sim, mamãe. Tessália. Tessália!''. E a criatividade dos internautas segue sem limites.

Nesta quinta, 28, o tópico ''Tessália serve pra tudo'' alcançou as primeiras posições no microblog no Brasil. Para quem era a musa do Twitter, muita coisa mudou depois do BBB...



Mãe prefere não comentar



Procurada pelo EGO, a mãe de Tessália, Regina, tem tentado se manter longe dos comentários maldosos envolvendo a filha. ''Estou sabendo por alto disso tudo. Prefiro não comentar, não vai adiantar eu ficar falando aqui. Melhor esperar ela sair da casa e conversar com ela'', disse Regina.

Fonte: por Barbara Duffles - G1




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Twittess e redes sociais: uma entrevista com Tessália Serighelli

10jun
2009


Quem é esta moça que de uma hora para outra tornou-se uma das pessoas mais conhecidas na Twittosfera em Português. É o que você vai descobrir na entrevista que realizei com @twittess, ou melhor, Tessália Serighelli, através do gTalk. Nesta conversa franca (ela pediu apenas que não se falasse sobre scripts de adição automática de pessoas no Twitter), você saberá o que Tess pensa sobre o Twitter, publicidade e sobre as críticas que recebe de blogueiros de renome nacional.

Alex Primo: Tess, você ficou conhecida na twittosfera quase que instantaneamente. Contudo, pouco se sabe sobre você. Por favor, fale um pouco sobre você, o que faz, e onde é, etc.

Tess: Eu nasci em Curitiba, e fui criada aqui, na terra do frio! Meus pais são professores.. Minha familia toda é, na verdade. Depois de terminar o Ensino Medio, fui conhecer outras cidades. Morei em São Paulo e Brasília, trabalhei principalmente com fotografia nesses lugares. Fiz um semestre de faculdade em cada lugar.. Publicidade, Jornalismo, Moda foram alguns dos cursos que estudei, mas sem concluir nenhum. Hoje estou de volta a Curitiba, moro com minha filha, a Valentina, que tem 4 anos. E pretendo mudar de cidade novamelte, até o fim do ano.



Alex Primo: Essa mudança de cidade se deve ao fato de você ter se tornado bastante conhecida na internet?


Tess: Não. isso tudo foi antes. tem mais a ver com minha vontade de conhecer pessoas e culturas diferentes. Sociedades diferentes.. A diversidade brasileira.


Alex Primo: Celebridade é um conceito da mídia de massa. Em redes sociais online, por outro lado, falamos de reputação e autoridade. Por outro lado, muitos tem considerado você uma celebridade do Twitter. Como você vê esse comentário?


Tess: Não me preocupo com a nomenclatura. Até porque, o conceito que tenho de celebridade de maneira alguma se encaixa no que eu me vejo. Mas não podemos negar, que o twitter é usado por milhares de pessoas. É ferramenta de pesquisa, de análise social, de comunicação , por que não, em massa também. O twitter pode ser comunicação dirigida, mas também pode influenciar muitos, em diferentes classes, nichos, sociedades, cidades... Eu não me preocupo com o que decidem me chamar. Celebridade, rainha do twitter, esses nomes nada mais são que comparáveis aos apelidos que recebemos no colégio. Ou vocie aceita e se diverte, ou fica brabo e aumenta a repercussão. :)


Alex Primo: Até o momento você tinha uma participação ativa em comunidades no orkut sobre redação publicitária. Mas você era desconhecida entre blogueiros. Quando e por que decidiu construir uma vultosa rede de seguidores no Twitter?


Tess: Nunca tive um blog. Meu interesse sempre foi em conversar, trocar opniões, e não apenas "falar". Era a impressão que eu tinha dos blogs na época. E, sim, anteriormente os blogs eram tão unilaterais quanto redes de notícias. Por isso o twitter, quando decidi entrar realemente, me pareceu parfeito para a idéia que tenho de interação. No twitter eu passo as notícias, os links que filtro, e acho interessantes, mas também recebo muito de volta. Existe o feedback, em tempo real. E talvez, por eu já estar tão adaptada no meu modo de vida, mesmo sem existir twitter eu já "twittava" com meus amigos, por msn, e-mail, gtalk, etc.. Ele foi apenas uma ferramenta de optimização do que eu já fazia. O sucesso veio pela fácil adaptação.


Alex Primo: Existe hoje um grande furor sobre o Twitter. O que esse serviço tem lhe oferecido em retorno?


Tess: A opinião de milhares de pessoas.


Alex Primo: O Twitter tem alguma vinculação com seu trabalho? Em tempo, fale um pouco sobre sua atuação profissional no momento.


Tess: Trabalho como assistente de fotógrafa aqui em Curitiba. Mas também sou cool hunter independente. Claro, pra minha segunda atuação o twitter é bem fundamental. Mas costumo usar a ferramenta mais para diversão do que para trabalho.


Alex Primo: Como o Twitter tem lhe ajudado na atividade de cool hunter. Fale mais um pouco sobre essa profissão.


Tess: Eu uso para analisar tendências, mas não só o twitter, a internet é uma boa fonte para isso. E compartilho com meus seguidores o que acho que é do interesse deles. Nåo publico tudo, porque faco análise dos posts que são mais clicados e que tem maior relevância, então, não repito o mesmo assunto se não é algo que quem me segue quer ler.



Alex Primo: Você publica uma grande quantidade de links. Como é seu processo de seleção? Além disso, diga quanto tempo você permanece online por dia e por quê?



Tess: primeiramente, seleciono o que eu gostaria de ler. Depois, o que é relevante, de alguma maneira. E por fim, vejo o histórico 9na verdade já meio que sei de cor) do que é de maior interesse.


Tess: Meu tempo online depende muito. Mas no mínimo 2h por dia.



Alex Primo: Você comentou que usa o Twitter para se comunicar, compartilhar links e ouvir a resposta de milhares de pessoas. Mas por que trabalhou para conquistar dezenas de milhares de seguidores? Fale mais sobre como se deu esse processo.



Tess: Bem, eu sigo de volta quem me segue. Com isso, não encho minha timeline com respostas, posso responder por direct messenges, e posso responder a todos.

Tess: Com isso, tenho um canal aberto, consigo falar e ter a resposta. Consigo engater uma conversa mais produtiva, mais demorada.



Alex Primo: Há um interesse normal de agências por líderes de opinião. Isso não seria diferente na internet. Recentemente você comentou uma promoção de uma marca de lingeries. Tratava-se de um tweet pago? A sua popularidade tem lhe oferecido contratos publicitários?



Tess: Não tenho nenhum contrato publicitário. O que posto é por fazer parcerias com sites que são de interesse dos meus seguidores. Eu costumo dar RT em promoções e oportunidades mesmo sem que a pessoa que twittou tenha pedido :) Se é interessante, eu posto.



Alex Primo: Confesso que não vejo problema algum na contratação de blogueiros e twitteiros para promoverem produtos, desde que tal parceria fique clara. O que pensa sobre isso? E você está aberta a contratos publicitários que possam aproveitar o alcance de suas mensagens, tendo em vista o número de seguidores que você tem?



Tess: Sendo pertinente para meus seguidores, não vejo problema.



Alex Primo: Até o momento seus mais de 40 mil seguidores não lhe renderam nenhum benefício publicitário?



Tess: Não.



Alex Primo: Tess, você nos mostrou que não apenas a mídia de massa tem o poder de catapultar personalidades ao reconhecimento público. Do anonimato você saltou para a Playboy. Como você é da área da Comunicação, gostaria muito de ouvir seus comentários sobre isso.



Tess: Bem Alex, agora você pode dar um ctrl+c ctrl+v sobre "como os tempos mudaram e nós temos o poder nas mãos.. Os blogs são tão acessados quanto grandes portais de notícias, e até mesmo atribuídos a eles mais confiabilidade do que a ações publicitárias e repostagens jornalísticas.". A gente já sabe de tudo isso. E não porque lemos, estudamos, pesquisamos. Mas porque somos geração Y, nascemos na era digital, vivemos disso. Não importa mais como era "antes". Nós é quem mandamos agora. No que queremos ver, ouvir, falar. Como, quando, onde. Ou há uma adaptação, ou há perda de audiência. Se o twitter brasileiro coloca uma garota anônima como a mais seguida do Brasil, não somente atribui alguma relevância a ela como formadora de opnião, algo que na realidade, não difere muito do formato anterior, mas principalmente, mostra um direcionamento de poder voltado à audiência, ao receptor, e não mais ao emissor. O meio é nosso. Cabe aos emissores adequarem a mensagem.



Alex Primo: O blog de Gabriela Rolim lançou uma campanha para você posar na Playboy. Você a conhece? E como reagirá se esse convite chegar? Isso seria importante para você?



Tess: Conheço a Gaby pelo twitter. Ela é uma garota bem querida :) Imagino que essa "campanha" é mais como uma brincadeira. :) Eu sou de falar, não sou de mostrar ;)



Alex Primo: Quantas vezes em média uma mensagem sua é retweetada?



Tess: Depende muito. Do dia, do assunto. Vocie pode conferir pelo migre.me. Mas a média é de 500 cliques. RT varia muito.



Alex Primo: Você tem recebido muitas críticas em blogs, podcasts e no Twitter. Principalmente de blogueiros que estão há anos atuando na rede. A que você justifica tais críticas?



Tess: Mesmo dentro da "nova" web 2.0 já é possível perceber um antes e depois. Alguns blogueiros estão acostumados com o antes. Eles apareceram numa época comparada à uma pós ditadura. Uma época em que criar um blog era quase um ato de rebeldia, uma afronta ao poder centralizado da informacão pelos grandes jornais. Foram os precessores, os desbravadores, os iniciantes :) Era uma época em que era necessário ser mais rígido, mais ríspido, combater algo. Formaram legiões de fãs, e conseguiram um público fiel. Bem, como todo bom porquinho que chega a poder, que se preze, agora eles ficam assustados com uma nova era, dentro de uma mesma era 2.0. É uma nova revolução. Eles tentam se adaptar ao microblog, mas estranhamente, seus seguidores são apenas os que migraram de seus blogs para o twitter. :) Eles não tem novos seguidores. Seus números não crescem. Eles não fazem sucesso na nova mídia. Eles são uma adaptação, e como foram os primeiros portais de notícias e jornais, que apenas adaptavam o conteúdo. Eles nasceram no 2.0, mas esta é a 2.1. Aqui, mais do que gorjear, vale mais quem consegue que a mensagem seja uma troca. Refletida, repassada, repercutindo e, como num boomerang, voltando mais forte, com mais opniões e impressões.



Alex Primo: Você se tornou conhecida pelas dezenas de seguidores que conquistou. Esse número vultuoso lhe trouxe ainda mais seguidores. Um fenômeno conhecido na teoria das redes como "os ricos ficam mais ricos". O seu sucesso na rede pode ser justificado apenas pelo número de pessoas que assinam seu Twitter? O que podemos esperar da Tess daqui para frente?



Tess: Bem, acredito que esse dito "sucesso" tenha a ver com o numero de seguidores também. Mas não apenas por isso. Aqueles que tomaram um tempo para receber minhas mensagens, acabam por hora creditando relevância. Não é apenas por uma twittada que você define toda o potencial "twittico"(hehe) de um usuário do twitter. E sim por uma rede de relacionamento, que demanda tempo, conversa, troca de informações. Aqueles que se permitiram experimentar, e não apenas se deixar levar por opniões alheias, em maior parte, continuam a seguir. A prova disso é que nunca tive uma baixa no número de seguidores. Assim, prevejo que tenha uma taxa de retenção bem alta. :)



Alex Primo: Você comentou que usa o Twitter pelo simples prazer da comunicação e que não conseguiu nenhum contrato publicitário. Então por que trabalhou para conseguir dezenas de milhares de seguidores, de forma tão rápida? Trata-se de uma estratégia para projetos futuros, tendo em vista que você é uma publicitária?



Tess: Uma publicitária nunca descartaria o poder que uma rede tão consistente quanto o alto número de seguidores em um perfil do twitter pode ter. Mas sim, eu twitto por diversão. E como já respondi anteriormente, eu estou sempre procurando novidades, então, a minha rede tem papel fundamental nisso :)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Elenita e Geisy no paredão cultural







Elenita BBB e Geisy Arruda têm muito em comum.

Apesar de uma ser doutora e a outra quase universitária ambas são autênticas, corajosas, assumem-se, usam o que querem e gostam.

Porém, são duas emparedadas pela sociedade por serem fora do padrão: não se escondem e estão acima do peso estipulado como "adequado" para usar certas vestimentas.

Destacar-se tem seus riscos já diz o velho ditado: "só leva pedra árvore que dá frutos" ou "prego que se destaca leva martelada".

É isso aí, viva a sabedoria popular e salvem-nos da ignorância-preconceito da "massa-galera alienada"!




Eu, acompanhada

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