Eu, sujeitos...

...ampliando o pensamento, tranformando valores e à procura de um patrocinador

quarta-feira, 11 de março de 2009


Estou fechada para balanço.

Balanço de idéias.

Balanço de valores.

Balanço de crenças.

Balanço.

Estou num momento peneira.

para ver o que fica.

para ver o que foge.

para ver o que entope.

Estou dando um tempo.

No balanço da peneira...


Soll, entre calor e tempestade, Brasília, 10 de março de 2009.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Cada Um Desperta a SOLANGE que merece.
É ai, já sabe qual será a sua?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Da pré-história à pós-modernidade: os hífens do caminho


Um dia urbe de mulher
No seu turbinado conversível, fêmea-de-37-anos sai de casa para mais um dia de mulher independente. Agenda anotada e atividades para todos os segundos do calendário lotado nos próximos seis anos. Incluindo a data do casamento com o homem que irá conhecer e lhe pedir em casamento, os preparativos para o batizado dos dois filhos que irá conceber, um garotão macho e uma linda meninha, e... mais... muito mais... Já são quase nove da manhã.

A mulher-iniciada vence o tráfego com humor instável e dá uma passada na academia para deletar os brigadeiros da festa do afilhado e o vinho da despedida de solteira da amiga de 35 anos. Por duas horas faz planos imaginários que levantam a bunda, endurecem peitinhos, ajeitam a barriga, torneiam coxas, e assim conseguir brevemente se casar para crescer a barriga, amolecer os seios, correr atrás do bebê e sentar no chão para brincar de tatibitate.


No horário do almoço, eufórica-tarja-preta engole um saladinha de alfafa e outros vegetais descobertos quando a vida ainda era apenas agricultável. Mira as vitrines e investe o salário todo em prestações adquirindo umas roupinhas para um fim-de-semana-na-moda. Bola um visu feito maquiagem dos pés à cabeça. Trabalha até meio da noite e vai pra casa arquitetar a sexta, o sábado e o domingo.


Enquanto isso, fêmea-hormonal pinta as unhas e esquenta algo no microondas. Um chá verde e mais umas três ou quatro coisas da ordem boa forma propagandeada na TV e revistas de celebridades.


Pronta a ser caçada (melhor dizer caçar), mulher-enturmada passa na casa dos amigos para uma jogadinha embalada em absinto, som eletrônico e umas doses de atualização sobre quem-está-com-quem-e-quem-ainda-está-só-no-melhor-estilo-lattes-amoroso (naquele em que se verifica a performance das quantidades).


Eis que surge o homem-45-divorciado-ombros-largos. Apertos de mãos e olhares cruzados ela marca um almoço sabático.



Os lábios gesticulam: qual foi o último filme que você viu? Ela emenda, quando era pequena gostava de caçar coelhos. Ele devolve, fiz um projeto de engenharia para o metrô no ano passado. Ela assente, a firma de advocacia WYWQ quer me contratar. Eu adoro beijar, repetem juntos.



Splashssssssssss de ida e volta. Mãos nas contramãos. Flashes na memória. Ela vê para cima. Ele olha para baixo. Melhor tentar... Será que ele vai me pedir em casamento? Suspira silenciosa. Será que ela transa bem? Sorri atencioso.





No motel das vinte-e-duas-tardes-executivas ele abre o champanhe. Ela vibra e vibra nele. Ele vibra e vidra nela. A noite (se) passa.

Num átimo de retirada do preservativo ele volta para a ex-namorada de cinco anos. No ensaio de uma mecha por detrás da orelha esquerda, ela volta para casa e espera o telefone tocar o domingo inteiro. Repinta as unhas ao som do Tunai... "você caiu do céu/um anjo lindo que apareceu/com olhos de cristal/me enfeitiçou/eu nunca vi nada igual".

A segunda nasce. Mulher-carente-desolada apronta o visual super-independente-bem-resolvida e marca outra sessão no psicanalista. Espreme a espinha que surgiu no meio da testa. Come cinco barras de chocolate com menta. Comenta com as amigas também. Acaba a bateria do celular.


Entra no turbinado. Agenda anotada e atividades para todos os segundos do calendário lotado nos próximos seis anos. Incluindo a data do casamento com o homem que irá conhecer e lhe pedir em casamento, os preparativos para o batizado dos dois filhos que irá conceber, um garotão macho e uma linda meninha, e... mais... muito mais... Já são quase nove da manhã. Ela vai.

terça-feira, 18 de novembro de 2008



No tempo seco Brasília floresce em Flamboyants. O chão se enche de vermelho tal o barro que empoeira os parabrisas. O céu se pinta e gente admira. A Natureza que se modifica, ora queima, ora inebria.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Os scraps para amanhã - bom dia futuro!



em 04.11.2008
Por Solange Pereira Pinto



Essa coisa de blog programado é massa! Estou aqui em 4 de novembro escrevendo para o futuro. Pensando em quando lançar este texto, se para 12 de novembro (próxima data imediatamente vaga) ou para o dia 14 de novembro, data do meu aniversário.

Pensando melhor, vou me presentear com um texto. Este texto imaterial, formado de bits e bites vai se materializar no meu blog como explosão de letras com hora marcada.

Estarei distraída pensando no amanhã ou agindo no hoje mesmo que será daqui 10 dias, quando ele – Os scraps para amanhã – surgir publicado, exatamente à meia-noite.

Escrever é uma arte como qualquer outra e precisa de necessidade ou desejo. Escrever para quê se não for por desejar dizer ou precisar? Foi assim que vim até esta folha em branco, virtualmente posicionada pelos pixels, para meter os dedos em teclas e ver sinais gráficos, vogais, consoantes, vírgulas e acentos se organizarem na tentativa de materialidade do meu pensamento.

Um desejo de falar da minha surpresa em ler, hoje, o que eu programei na semana passada para o blogue ser minimamente atualizado (salve a tecnologia que agora nos permite publicar ainda mais à distância). Uma possibilidade tal qual um seriado de TV imperdível gravado pelo videocassete quando temos que ir ao aniversário da tia-avó (diga-se, que você nunca encontra e nem fazia questão).

Ler um blogue é como acompanhar um seriado. Fazer um blogue é produzir uma série de scraps seguindo um roteiro editorial que você definiu ao criar seu diário internético (haha).

No meu caso, um programinha de variedades chulo, sem qualquer destaque, genialidade ou atrativo de massas ávidas. Um bloguezinho auto-estima elevada para eu meter o que der na teia, na minha – claro.

E, cá estou, compartilhando com o google (e algum eventual leitor) a minha descoberta: a satisfação de não lembrar de um texto que eu publiquei mesmo sem vê-lo publicado e ler o meu blogue como se estivesse lendo um blogue de um estranho. Quase não reconhecendo os atos das minhas próprias mãos. Feito uma amnésia existencial, que força a recordar: por que escolhi este scrap naquele dia?

Mundo surprendentemente estranho e divertido esse da vida virtual. Bom dia amanhã!




...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A princesa do lado de lá



Coqueiro mirrado. Ao vento. Menina encabulada. Ao relengo. Descia o pó de guaraná com açaí pela goela da classe média. Ela media. Leonardo enfiava gol na marca. Ela sorria. Vanice contava novamente as moedas e as balas de goma. Assuntava a escuridão que baixava pela linha ao longe. Pensava na volta sacolejada e arenosa. Arrepiava. O bolo de milho revirava. Sabia. Passava das quatro. A caixa meia boca. Os pés não socorreriam metade acima. Bocejava as costelas magras. A noite vinha e ainda a aula de matemática. O pensamento afundou. A loirinha apressada lhe jogou água. Arregalou-se novamente. Caminhou um poste a mais. Abanou um sorriso fugido. Mariana comprou três chicletes. Deixou o troco. "Pamonhaaa quentinhaaaaaaa". Gritava alguém. Espirrava o tédio. João Maluco dizia que gritar fazia bem à alma. Ela se envergonhava. Era de verbo curto. Gastava mais palavras quando orava. Ainda assim, pra dentro. Havia completado catorze dois dias antes. Ganhou um terço de prata. Contava a reza pra sair daquela vida. Era ali na princesinha avistada do morro que se perdia de medo. Do lado de lá, tinha rajada. Até assombração. Mas a menina calada, sabia. Na filha de Zé Girino não se mexe. Não bolina, nem desrespeita não. Faltavam seis postes até a parada de ônibus. "Sanduícheeeee naturaaaaal". Atum. Salada. Salpicão. Mirou o letreiro. Era Engenho de Dentro. O gringo chamou e meteu a nota. A canela titubeou. Num solavanco caiu de beiço. O tiro passou fino. As jujubas se espalharam. Afastou o cacho do olho esquerdo. Avistou o inglês. Lembrou-se de quem era. Estava grávida.



(DF, 21.10.2008)

Vidas que não coagulam


(Por Solange, em 30.10.2008)




“Ser brasileiro é ser multicultural”, define o músico Ivan Lins em certo trecho do documentário “Três irmãos de sangue” (2006), com roteiro e direção de Ângela Patrícia Reiniger.

Lançado para homenagear o sociólogo Betinho (1935-1997), após dez anos de sua morte, o filme entrelaça a vida dele com as de seus irmãos Henfil (1944-1988) e Chico Mário (1948-1988). Todos vitimados pela AIDS a partir de transfusões de sangue.

Alternando cenas de arquivo pessoal, da mídia televisiva e de depoimentos emocionados, a película documenta de fato o que é “viver com a dor constante”. Não somente àquela das restrições e dos cuidados incumbidos aos hemofílicos, condição hereditária irreversível, mas também àquela outra nascida na alma (também condição hereditária irreversível?). Constante.

Um incômodo tal que moveu – de fato – esses mineiros (de Bocaiúva) filhos de dona Maria da Conceição a “sonhar até o infinito”. Menos que isso era pouco, sabiam. A mãe permanentemente indignada com a injustiça social foi o exemplo. Tirar da terra a força da ação, era a mensagem para o sentido de existir. A origem. O nascimento. “Transformar o lamento da vida em apoteose”. Fizeram.

“Respirar é um encontro com o ar”, metáfora para representar a necessidade vital de se buscar liberdade a cada enchida de pulmões. Voar para o essencial, uma vez que o sangue que lhes corria nas veias tinha urgência. Na fluidez constante, sem coagular. Sem tempo para a inércia tal como aqueles que têm sangue parado.

Qual a água que não se represa, eles não se continham neles mesmos. “Solidão e solidariedade”, sentimentos que escorriam constantemente nos veios de Henfil, pai do slogan “diretas já”. Combate à fome e à miséria, uma campanha pela vida, dueto perseguido por Betinho, indicado ao prêmio Nobel da paz. Denunciar a tortura e não calar jamais eram as claves de Chico de Mário e de seu violão em acorde.

Um ativista político, um artista cartunista, um músico independente que se complementavam como terra, água e ar. Viveriam assim até a última gota, ainda que de sangue. Ou utopia.

Castores que construíram diques que não usufruiriam. Chico Mário, Henfil e Betinho eram três irmãos de sangue. Intensos. Sanguíneos. Autoconfiantes. Incontidos. Viveram na urgência da vida que não coagula. Exilados do conformismo. Graúnas da abertura, dos novos tempos. Enfrentaram o medo de ter medo. A revolta dos palhaços, eles fizeram. Individualmente agiram pela coletividade. Na urgência de uma insatisfação constante não se coagularam como gente.

“Eram três irmãos embriagados de utopia, no sentido forte dessa palavra, não apenas como um sonho, mas como um projeto que os engajou numa militância permanente”, analisou Frei Betto no início do filme.

Participando de circuitos oficiais e alternativos, o premiado documentário – patrocinado pela Petrobrás – foi considerado, por votação popular, melhor filme no V Cinefest Petrobrás (Festival de Cinema Brasileiro de Nova Iorque 2007). Ganhou também o prêmio de melhor roteiro no Festival de Goiânia de 2006 e no Recine 2007, além da menção honrosa no Femina Fest 2008, tendo sido o único representante brasileiro na competição internacional de longas.

Oxalá! Vida longa para o longa que mostra vidas que não coagulam porque vivem na urgência do tempo de quem tem consciência e luta pela dignidade; de si e dos outros irmãos, ainda que não sejam de sangue...

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Saiba mais sobre o documentário em: http://www.3irmaosdesangue.com.br/

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A morte que revela a morte

(22.10.2008)



Namoravam há três anos. Num tumulto de idas e vindas. Mais de dez, diziam. Ela ainda com 15 e ele já com 22. Os cabelos negros da menina contornavam-lhe a pele morena. Os lábios carnudos e a covinha no queixo emolduravam o sorriso estampado. O rapaz enlouquecia. Moravam no ABC, em Santo André. A última briga do casal, parecia definitiva. Um amigo a mais no orkut dela havia levantado sua ira. Não se conformava. Ela era dele.

Foi numa segunda-feira de outubro, 13, que a turminha se reuniu para fazer um trabalho de geografia da escola. Na casa de Eloá Cristina estava sua melhor amiga, Nayara, Vitor e mais um colega de classe. Batia um frio paulista e caia a garoa. Tempo bom pra um chocolate quente ou batida de morango, quem sabe.

A tarde começava. No segundo andar do conjunto habitacional da Rua dos Dominicanos, a moçada estudava. Até que Lindemberg Alves, sem ser convidado, chega com o coração em pedaços. Inconsolado. Indignado. Obstinado. Arma 32 no punho. Um saquinho de munição a tiracolo. Às 13h30min, Orgulho ferido. Macheza a pino. Esbraveja para moça: “isso não ficará assim”. Não suportava o fim do namoro. Estava uma pilha de nervos. Logo de chegada, estapeou os garotos com ciúme doente. Deu um tiro no modem e matou o PC.

A noite aproxima. Eloá não acreditava no que via. Melhor, lembrava de quantas vezes apanhara do namorado e do quanto ele era possessivo. Não agüentava mais viver assim. Não abriria mão do rompimento. Lindemberg ameaçava. O grupo estava rendido. Todos assustados. Os meninos passaram mal e foram libertados. Ela não. Seriam reféns do amor enlouquecido.

Os celulares tocavam. Os pais buscavam notícias. Os vizinhos queriam detalhes. A polícia foi chamada. Estava erguido o espetáculo. A periferia de Santo André era palco do noticiário. Pela primeira vez Lindemberg e Eloá na TV. Era show. Ao vivo. Pela janela do apartamento se movia o filme parecido com seqüestro. O anjo bom e o anjo mau assopravam o ouvido do rapaz. Nayara testemunhava. O tempo passava. Outro dia nasce.

Um tiro descortina rua afora. Havia mirado o policial. Ele erra. E sorri. E se acha herói em cadeia nacional. 28 horas. O moço vira plantão do Jornal Nacional. Seu nome ganha a voz da Fátima Bernardes. Ele vibra. Enaltece sua importância. Ao mesmo tempo destempera. Oscila. Não tinha planos definidos. Não sabia o que fazer. Queria Eloá para sempre. Queria domá-la. 30 horas. Queria controlar. Queria não sentir. Queria se anestesiar. Abre a porta do apartamento e manda Nayara correr e fala “não olhe para trás”. 33 horas. Ela obedece num fôlego só.

40 horas. Sofrendo pede um beijo. Ela nega. Ele força. Ela rejeita. Ele bate. Três dias se completam. Ninguém cede. A multidão se avoluma perto do prédio para acompanhar o folhetim. Ávidas por mais uma cena, as filmadoras se projetam em direção ao terceiro andar. Voyeurs a postos. 44 horas. Registram apenas cimento e vultos esparsos do casal em negociação.

A família exilada à força tenta contato. Seu Aldo Pimentel, o pai da garota, quer voltar para casa. Pede ao ex-namorado da filha que recue. 50 horas. Não consegue. Lindemberg não negocia. 55 horas. Não quer nada em troca. Não abre mão. Profetiza: “se Eloá não é minha não será de mais ninguém”.

60 horas. Em alerta, os policiais barganham. 68 horas. Nayara volta para a casa da amiga. Prefere o cativeiro a ficar longe de Eloá sem ter notícias. Acalenta. Os jornais vendem em disparada. A história se avoluma nos salões. Nos parques. Nos escritórios. Nos restaurantes. No metrô. Na grande São Paulo. No Brasil inteiro. O enredo toma ares de horário nobre. Trama de Janete Clair. 72 horas.

Sob a mira do revolver elas não podiam dormir. 80 horas. Amarradas com camisetas e fita adesiva velavam o sono do rapaz amador. Já era quinta-feira. O cansaço abatia todos. 85 horas. Menos a paixão insensata de Lindemberg. Essa esquentava. 90 horas. A mensagem de Felipe para Eloá o havia tirado ainda mais da razão. Era insuportável pensar nela com outro. Isso não. Jamais!

Um estampido. Outro. Mais um. 100 horas. A porta cai sobre a barricada. Os homens invadem a saleta. O paraibano de Patos sonhava com o casamento. Não bebia. Não fumava. Era trabalhador. A família enaltecia. Como podia agora estar medido com isso? Essa coisa de amor armado...

A face de Nayara avermelhava em sangue. A cabeça de Eloá pendia sobre o sofá em tons mostarda. A almofada escorava-lhe o queixo. O colchão sobre o tapete central embolava os lençóis de noites mal vividas. Os restos de comida registravam 100 horas de solidão. O retrato da saída era do Lindemberg trancado em si mesmo.

A mãe chora. A outra chora. A irmã dele sofre. A mãe chora. O outro chora. O irmão dela sofre. A televisão foca. A platéia arregala. Uns choram. O pai passa mal. O Samu salva. Lá vai seu Aldo para o hospital. Inconsolado. Pobre homem. Vítima de uma bala fincada no cérebro da filha. Ele não agüenta. A mãe se ergue forte e mostra a cara na TV. Ele não.

Mas o inesperado acontece. Seu Aldo, pai da menina morta por ciúmes, vira manchete nacional. Seu nome verdadeiro Everaldo Pereira dos Santos. Procurado pela polícia. Ficha corrida longa. Fugitivo de Maceió. Homem da gangue fardada. Pistoleiro. Assassino do delegado. Não vai ao velório. Não vai ao enterro.


Lindemberg ouve a notícia na prisão. Lembra de João de Santo Cristo. Não acreditava na história que ele via na TV. E o repórter anuncia: “Nayara pede aos médicos a visita de Pato, o Alexandre”. O jogador do Milan se comove e manda a camisa autografada.


O orkut estoura de scraps. A filha de seu Ronaldo pede uma bicicleta ao avô de Natal. Fernanda manda um conto para Marçal. Solange começa a escrever um conto com o título “a morte que revela a morte”. 172 horas. Ele nega. O assassinato, ele nega. A morte dela, a ele revela. Lindemberg chora. A mãe vela. Procura-se...